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Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
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| Última atualização: 12.03.2011 - 11:45 AM |
| 12.03.2011 - IATROGENIA, MORTALIDADE MATERNA E PERINATAL. ATÉ QUANDO? |
O enema e a tricotomia ainda são práticas rotineiras na admissão da parturiente em muitas maternidades brasileiras, apesar de serem consideradas como "claramente prejudiciais ou inefica- zes" para o desfecho exitoso do parto normal. Outras práticas, como a episiotomia indiscriminada, o controle da dor por agentes sistêmicos, a restrição líquida ou alimentar durante o trabalho de parto, entre outras, são "frequentemente utilizadas de modo inadequado". A Organização Mundial de Saúde (OMS)entende como aceitáveis taxas de mortalidade materna de até 10:100.000 e perinatal até 5:100.000. No Brasil, segundo o relatório - de 2005 - do Ministério da Saúde, são respectivamente 54,3 e 15,7.
O guia da OMS que classifica as práticas no parto normal, publicado em 1997, precisa ser relido e aplicado em todas as maternidades brasileiras, sob pena de continuarmos apresentando taxas inaceitáveis de mortalidade materna e perinatal.
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| 23.11.2010 - NOVO GUIDELINE DO CDC |
O Center for Disease Control and Prevention (CDC) publicou, no dia 19 de novembro de 2010, uma revisão do "guideline" para prevenção da sepse neonatal precoce pelo estreptococo do grupo B (EGB). Baseada em evidências, esta publicação contou com a participação diversas associações profissionais como American Academy of Family Physicians, American Academy of Pediatrics, American College of Nurse-Midwives, American College of Obstetricians and Gynecologists e American Society for Microbiology. Clique aqui para acessar o 2010 Guidelines for the Prevention of Perinatal Group B Streptococcal Disease.
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| 28.08.2010 - PARTO PREMATURO - PREVENÇÃO PRIMÁRIA |
A prevenção primária do parto prematuro inicia-se antes mesmo que a gravidez ocorra, por meio da análise dos fatores de risco. Quando a prevenção pré-concepcional não for possível - o que é a regra -, a anamnese atenta, na primeira consulta pré-natal, poderá surpreender outros fatores que estão epidemiologicamente associados ao parto que se inicia antes da 37ª semana. Abaixo, apresen- tamos os fatores de risco para o parto prematuro:
Antecedentes obstétricos e ginecológicos:
- Parto prematuro anterior.
- Cirurgia cervical (conização).
- Múltiplas dilatações e curetagens.
- Malformações uterinas.
- Miomas.
Antecedentes demográficos:
- Idade < 17 e >35 anos.
- Baixo nível de escolaridade.
- Solteira.
- Baixo nível socioeconômico.
- Intervalo interpartal menor que 6 meses.
- Dificuldade de acesso à assistência médica.
Antecedentes nutricionais e atividade física:
- Índice de massa corporal < 19 (ou peso pré-gestacional < 50 kg).
- Status nutricional precário.
- Longas jornadas de trabalho ( > 80 horas semanais).
- Trabalho braçal pesado (longos períodos de pé).
Características da gestação atual:
- Reprodução assistida (FIV).
- Gestação múltipla.
- Doença fetal (aneuploidia, crescimento restrito, malformações).
- Sangramento vaginal (no primeiro ou segundo trimestres, placenta prévia, DPP).
- Poli ou oligohidrâminio.
- Doenças maternas (hipertensão, diabetes, tireoidopatias, asma, etc.).
- Cirurgia materna abdominal.
- Distúrbios psicológicos (estresse, depressão).
- Hábitos (fumo, álcool, cocaína, crack, heroína).
- Infecções (vaginose bacteriana, trocomoníase, clamídia, gonorréia, sífilis, ITU, bacteriúria assintomática, viroses, endometrite).
- Comprimento cervical diminuído entre 14 e 28 semanas.
- Fibronectina positiva entre 22 e 34 semanas.
- Contrações uterinas.
Referência: "Preterm Birth: Prevention and Management" - Editor Vincenzo Berghella - Editora John Wiley and Sons, 2010. |
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